quinta-feira, 8 de março de 2018

NATAL-RN SEDE DA COPA 2014

ARENA DAS DUNAS-NATAL




No dia 25 de dezembro de 1597, quando o Brasil ainda era colônia, uma expedição portuguesa foi mandada ao rio Potengi com uma missão: retomar o controle da capitania do Rio Grande do Norte, dominada por piratas franceses. Após 12 dias, no Dia de Reis, o grupo iniciou a construção de uma grande fortaleza, que se tornaria a grande marca do Rio Grande do Norte até hoje: o Forte dos Reis Magos.

Com a reconquista do território por Portugal, o líder da expedição, Jerônimo de Albuquerque, definiu os novos limites da vila que margeava o Potengi. A data? 25 de dezembro de 1559. Com dois marcos históricos no mesmo dia, ninguém sabe ao certo qual das duas deu origem ao nome da cidade, Natal.

A capital do Rio Grande do Norte cresceu discretamente, à sombra das vizinhas mais prósperas, até o século XX, quando as suas belezas naturais foram descobertas. Com praias belíssimas e, principalmente, uma infinidade de enormes dunas, a cidade ganhou infraestrutura especial para receber turistas. A construção da Via Costeira, uma grande estrada beira-mar, nos anos 80, foi um marco para o desenvolvimento de Natal, atualmente um dos destinos mais procurados por estrangeiros no Brasil. Exemplos da beleza são as praias da Ponta Negra, Genipabu, Redinha, Pipa e Pirangi. E várias outras na própria capital ou em municípios vizinhos.

Natal se orgulha do apelido de Cidade do Sol, conquistado graças ao clima tropical que garante temperatura média de 28º C — são quase 300 dias ensolarados por ano. Outra vantagem para o turismo internacional da capital é a localização: é a cidade sul-americana mais próxima da Europa.

Se é para escolher uma imagem para resumir o que Natal tem de especial, não é possível ter lá muitas dúvidas. Está até no nome da arena construída para receber a Copa do Mundo da FIFA: ao Estádio das Dunas. Porque o que não falta na capital potiguar são dunas, lindas dunas para se escalar, deslizar ou percorrer em passeios de buggy. Você pode fazer uma das trilhas guiadas do Parque das Dunas, ou ainda ir à parte norte da cidade para um dos lugares mais incríveis para isso:
Genipabu, onde os “bugueiros” oferecem passeios divididos essencialmente em duas categorias: “com emoção” e “sem emoção”. Quer dizer: com subidas e descidas vertiginosas dunas adentro ou não. São também eles que levam o pessoal para mergulhar na Lagoa de Jacumã. É possível marcar passeios de diferentes distâncias – até mesmo passar de três a cinco dias cruzando pela costa os 750km que separam Natal de Fortaleza, passando por um total de 92 praias.

Quando se fala nas atrações de Natal, na verdade o que se faz é falar sobretudo daquilo que, formalmente, está fora da capital potiguar. Muitas das maravilhas do litoral brasileiros estão logo em volta da cidade, a pouquíssimos quilômetros de distância. Basta pensar na Praia da Pipa, um recanto de sonho, com penhascos, boas ondas para se surfar, lagoas cristalinas, golfinhos e tartarugas marinhas – essas, agora, protegidas por uma unidade do Projeto Tamar.
Descoberta por surfistas na década de 1970, a Pipa recentemente passou de recanto bucólico e de difícil acesso para um dos locais mais badalados do Nordeste. Se, por um lado, isso significa menos tranquilidade, também leva a que haja mais estrutura para receber os turistas que buscam observar a Baía dos Golfinhos, conhecer a Praia do Madeiro e a Praia do Amor ou visitar a estonteante Lagoa de Guaraíras, em Tibau do Sul.

Futebol
Os três principais times do Rio Grande do Norte são de Natal: Alecrim e os dois maiores clubes potiguares, América e ABC. Os dois times dividem a maioria dos títulos estaduais e, até meados da década de 1980, jogavam na elite do futebol brasileiro. O ABC não voltou à Série A desde então, deixando o domínio do futebol no estado para o rival. O América disputou o principal torneio de clubes do país algumas vezes e foi o campeão da Copa do Nordeste em 1998.

A casa do ABC é o Estádio Maria Lamas Farache, o Frasqueirão. América e Alecrim dividiam o Machadão (Estádio João Machado), demolido para possibilitar a construção da Arena das Dunas.


          


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