ARENA ITAIPAVA FONTE NOVA-SALVADOR-BA
Quando a Coroa Portuguesa decidiu iniciar o processo de colonização do Brasil, a primeira cidade a ser fundada no país foi Salvador, em 29 de março de 1549. Por essa razão, a cidade se tornou um dos principais polos do comércio de escravos da América do Sul. A conseqüência é que Salvador cresceu não só sob a influência dos portugueses, como também de africanos e indígenas. Tudo isso contribuiu para o clima de diversidade cultural que marca a cidade até hoje.
A presença de elementos africanos é frequente por toda a cidade, das rodas de capoeira, a mistura de dança e luta criada pelos escravos, no Mercado Modelo até a batida de agogôs e atabaques nos rituais do Candomblé. Essa forte herança trazida pelos escravos deu a Salvador o apelido de Roma Negra.
A topografia privilegiada de Salvador é outra atração, com a divisão clara entre Cidade Baixa e Cidade Alta, ligadas pelo grande cartão postal do local, o Elevador Lacerda. Nada, porém, se compara à importância do Pelourinho. O centro histórico, as suas igrejas e casas coloniais, todas coloridas, são patrimônio histórico da humanidade da UNESCO desde 1985.
Além de ser uma joia histórica e o local de nascimento de alguns dos artistas mais importantes do país, a capital da Bahia é ainda o centro econômico do Nordeste e a terceira cidade mais populosa do Brasil, com pouco mais de 3 milhões de habitantes.
Aqui, estamos falando de uma das apenas dez regiões do vasto território brasileiro que são consideradas Patrimônios Culturais da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O Pelourinho, centro histórico da capital baiana, ganhou esse status em 1985 e vale a visita durante o dia. Lá podem ser observados monumentos, casas de arquitetura colonial portuguesa que datam até do século 17, igrejas e muitos museus, galerias e oficinas de arte, como Fundação Casa de Jorge Amado, Museu Abelardo Rodrigues, Instituto de Artesanato Visconde de Mauá, entre outros.
A pluralidade é marcante, com herança indígena, europeia e africana – a cidade tem a maior população de origem negra fora da continente – e forte influência das diferentes religiões nas obras. O “Pelô” também pode ser muito mais vibrante para aqueles que decidam se atirar aos ensaios dos diversos Blocos Afro instalados na área. A música que eles produzem é tomada por percussão e ritmo únicos. Entre eles está o Olodum, que já participou da gravação de álbuns de artistas tão distintos como Paul Simon e Sepultura, além da célebre performance no videoclipe da música “They Don't Care About Us”, de Michael Jackson, dirigido por Spike Lee.
Morro de São Paulo é uma ilha que está localizada a cerca de duas horas de Salvador, de barco – saindo do terminal em frente ao Mercado Modelo – e atrai milhares de turistas durante todo o ano. Vale o embarque: este é um lugar que faz, sim, jus ao termo paradisíaco, em muitos sentidos, e onde os carros não têm vez. Seus cerca de 40 km de extensão oferecem praias para todos os gostos. A primeira praia tem mar mais agitado, perfeita para surfistas e esportes náuticos.
Nesta costa, também é possível realizar cursos de mergulho. Na segunda praia, o agito está nas areias, com barracas servindo comida e bebida durante todo o dia e muitas festas de noite. A terceira praia carrega um pouco dessa movimentação, com mais restaurantes, mas também tem seu trecho mais tranquilo. A quarta praia também é um sossego que só, cheia de piscinas naturais.
FUTEBOL
Não é surpresa ver, a cada edição do Campeonato Brasileiro, somando as séries A, B, C e D, um time de Salvador dono da melhor média de público da temporada. Os soteropolitanos, sejam eles torcedores de Bahia ou Vitória, são completamente apaixonados pelo futebol.
Um dos pontos altos de uma visita a Salvador — comparável, inclusive, a passar o carnaval na cidade — é assistir a um Ba-Vi, o clássico local.














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